Faço desse blog um espaço para expor dúvidas, questionamentos, política, cultura, diversão, arte e qualquer coisa que cause curiosidade...sinta-se em casa, afinal pertencemos ao mesmo mundo!
domingo, 25 de julho de 2010
Agilidade e Demoras
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Espaço Cultural Dandhara, a cultura Afro
Rosana de Lurdes Alves M. da Silva, coordenadora técnica e pedagógica do espaço cultural Dandahara trabalha com cultura afro-brasileira há 15 anos. Nesse tempo, juntamente com seu esposo que é envolvido com cultura africana há 30 anos e uma amiga desde a época de faculdade, resolveu levar um pouco mais da cultura africana para crianças carentes do bairro Antonio Palocci. O nome do espaço “Dandhara” veio de um livro de terapia holística em que contava a historia de uma criança que tinha pai problemático. Ietundê e Ifé-Odara, filhas de Rosana e professoras no espaço ajudam em sua manutenção. “Eu faço capoeira desde pequena e pretendo continuar esse projeto”, diz Ietundê.
O espaço começou a funcionar em 12 de outubro do ano passado. Além das aulas de capoeira são oferecidas diversas oficinas, como teatro, dança, costura, percussão, inclusão digital, confecção de instrumentos, hora da leitura e samba-rock. Nas aulas de teatro, as crianças trabalham o reforço escolar com a leitura, e aprendem ainda, as cantigas de capoeira. As roupas e os materiais que os alunos utilizam também são confeccionados no próprio espaço, como por exemplo, terere, caxixie e atabaque. Os grupos são divididos por faixa etária: de 6 a 9 anos, de 10 a 14 e de 14 em diante, até idosos. Os grupos costumam fazer apresentações na cidade e Região. Fizeram recentemente uma apresentação na Inauguração do Museu do café, na USP de Ribeirão, levando a dança e a apresentação da cultura afro-brasileira.
Desde a abertura do espaço, a freqüência e a satisfação das crianças é muito grande. “Quando a gente fala, tá bom, já deu o horário de vocês, eles não querem sair, querem ficar mais e isso nos trás alegria”, comenta Rosana. Os pais também freqüentam o espaço e muitos costumam perguntar o que podem fazer para ajudar. “Aqui funciona como um espaço de inclusão social, educacional e por tanto a freqüência de crianças é boa”, finaliza Rosana. Por falar em inclusão, a portadora de Síndrome de down, Jéssica Machado de 16 anos, freqüenta o espaço há vários meses e diz que gosta muito das aulas de capoeira e de dança. Já Maria Claudia Gonçalves, sai do bairro Marincek para fazer as aulas de capoeira. “Eu gosto de me entreter, me exercitar, freqüento desde o começo pois gosto muito”.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Qual o destino de nossa juventude?
Nunca aprendemos tanto. Nunca obtivemos tanto conhecimento. O avanço da tecnologia nos possibilita isso. Porem será que são credíveis? Ou melhor, será que em face de tanta facilidade e acumulo de informações, não passamos a ser impossibilitados de exercer nosso pensamento critico? Somos escravo do capital, assim como somos escravos da tecnologia. É claro que isso foi um grande avanço para o ser humano, olhando pelo lado positivo da coisa. Mas a questão é: só olhamos o lado positivo. É preciso como tudo na vida, estabelecer parâmetros e colocar tudo na balança.
É um ato admirável o que pessoas hoje com seus 60 anos ou mais nos contam como fora difícil suas lutas e o que tiveram que passar pela a busca de seus ideais, tendo que enfrentar toda uma ditadura.
No que lutamos hoje? Antes o jovem saia às ruas e tinha uma base critica, pintava a cara e ia à luta. Hoje ele assiste a tudo na TV como simples telespectador. Como se aquele mundo não fizesse parte do seu. A partir daí a alienação e estagnação foi se contaminando. O que fizeram como nossa educação?
“Antes de se colocar em prática é preciso aprender”. Como podemos colocar em pratica nosso lado democrático e humano se nem ao menos aprendemos o que é isso?
Todos esperam por uma sociedade que possa pensar. E não na que até seu pensamento já venha pronto, transportado e embalado ou simplesmente enviado por uma caixa de correio eletrônico, hoje semelhante ao nosso cérebro.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
A arte de fazer teatro
terça-feira, 15 de junho de 2010
Segunda à noite
Ainda tenho que aturar a intromissão?
- Toma meu cartão para a ajudar na divulgação!
Aceitei. Porém não seria melhor se houvesse dito:
- Não quer um moto táxi? Quase mencionei:
- Não aceita cartão?
Mais teimosia:
Esse pedaço a essa hora é perigoso, hein?
Mas só estava tentando ganhar seu pão!
Desistiu, afinal não dei a menor menção de que fosse necessitar
de seus serviços.
Foi embora sem qualquer ação.
O ônibus chegou! Pelo ao menos me presou de uma distração!
terça-feira, 8 de junho de 2010
“A qualidade dos programas da TV brasileira”
A programação televisiva tem grande responsabilidade social sobre o conteúdo que é exposto, chegando até a induzir o público, comprometendo o comportamento das pessoas. Preocupados com o conteúdo da televisão, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, em parceria com sociedade civil, criou a campanha “Quem financia baixaria é contra a cidadania”. Essa campanha propõe a todos os cidadãos, uma melhor qualidade de programação na televisão. Apoiada pela própria população, que deverá denunciar através do site: www.eticanatv.org.br. O objetivo da campanha é um maior comprometimento da televisão com a ética, direito a cultura, educação, dignidade e respeito.
Programas com baixa qualidade trazem por conseqüência a falta de desenvolvimento humano, lembrando que muitos do que tem acesso a televisão, não tem um conceito formado em relação ao que está explicito, muitas vezes chegando a acreditar em conteúdos impróprios de credibilidade. Destinado a aumentar sua audiência, os programas ficaram mais apelativos. Entre os mais denunciados pela a campanha, foram os programas: “Pegadinhas Picantes”, em primeiro lugar, exibido no SBT, pelo motivo de banalização da nudez, da sexualidade e por mostrar a mulher como objeto sexual, elevando seu nível de erotismo ao invés de humorístico. A sexualidade deve sim ser exposta, mas de uma forma educativa e discutida com maturidade. Com base nos mesmos requisitos, o programa Pânico na TV, da rede TV, foi o segundo mais denunciado por incentivar violência através de brincadeiras violentas e perigosas. Ultimamente o Pânico na TV estava sendo censurado pelo Ministério da Justiça por causa de seu horário de exibição.
Essa praxe de ligarmos a televisão e presenciarmos ao apelo excessivo e sensacionalismo em vários programas da Televisão Brasileira, assim como os programas da “Márcia” e “Ratinho” é constante. Faltam boas programações públicas, incentivo a educação, qualidade e diversidade. Já a série humorística da TV Globo, “A grande Família” tem ganhado pontuações e um público fiel, isso mostra que o telespectador não gosta apenas de baixaria. Esse seria um bom atalho para os anunciantes e produtores começarem a por em prática os princípios constitucionais e a legislação em vigor que protegem os direitos humanos e a cidadania, atualmente desrespeitados.
A televisão como uma ferramenta usada para o bom desenvolvimento social, certamente nos leva a evolução e progresso, mas também causa todo um retardamento, quando usada de forma contrária. Poderosa e persuasiva, um dos meios de comunicação de massa, ela tem grande importância no dia a dia da família e do cidadão, e necessariamente esses precisam de um conteúdo com mais qualidade!