sábado, 16 de julho de 2011

Vale a pena ler...

O mundo é cheio de mudanças. Mas será que tudo o que muda, é para melhor?

Neste momento faço destas palavras abaixo, as minhas, e tomo como método de reflexão.


Faça você também!...


Nós bebemos demais, gastamos sem critérios. Dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e raramente estamos com Deus. Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos
freqüentemente. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos. Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio. Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos. Aprendemos a nos apressar e não, a esperar. Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos cada vez menos. Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande, de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.
Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados. Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas 'mágicas'. Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa. Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão aqui para sempre. Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer.
Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira(o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame...se ame muito.Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro. Por isso, valorize sua família e as pessoas que estão ao seu lado, sempre.


George Carlin

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Eu escrevo, agora sei porquê...

Depois de algum tempo sem postar nada aqui. Essa reflexão merece espaço!



Raros são os momentos que paramos para pensar nas mazelas da vida. Acabo de chegar em casa e ainda estou extasiada, completamente sem palavras e cheia de emoções. Não podia deixar de escrever-las. Pois ainda permaneço com algumas perturbações e indignações dentro de mim. Não, não sei lhe dizer o que é! Só consegui chorar, e muito. Eu chorei, chorei como criança. Desculpem-me por ser tão sensível.

Chorei pelas tantas mulheres que morreram e não conseguiram sobreviver com as mais desumanas torturas. Que não conseguiram criar seus filhos. Sendo que muitas foram torturadas em sua própria frente. Chorei pelo fracasso e crueldades dos homens que até hoje matam e morrem em nome de Deus. Poderia ter sido eu, minha mãe ou meu pai. Mas, afinal para quê? Não deveríamos enxergar o sistema como capitalista ou comunista, mas como humanista. Que é o que verdadeiramente deveríamos ser. Mas não somos. Queremos a todo passo mostrar superioridade, trapacear, e julgar nossas ações como as melhores. Isso nada mais é do que exemplo de ditadura.

A apresentação que acabo de assistir é a causa de tudo isso. Da reflexão que não quer calar, do sentimento que ficou. “Mulheres Vermelhas”, dirigido por Gilson Filho, é a crítica a esses miseráveis militares que podem ser anistiados. As dores que as mulheres enfrentaram no pau-de-arara, choque elétrico e afogamentos, jamais serão perdoadas. Estas torturas foram utilizadas para reprimir as manifestações e arrancar informações sobre as atividades de grupos e pessoas ligadas à oposição durante a ditadura militar.

A coragem dessas pessoas em sua maioria jovens, politizados ou em processo de politização, se colocava até a morte, em defesa dos seus ideais. Assim como as vitoriosas mulheres que sobreviveram a tudo isso como Áurea Moretti e Silvinha, que pude ter a sorte de conhecer tamanha fortaleza.

Sentia e estremecia a cada palavra mencionada dos atores durante os relatos vividos por estas mulheres. Me fez lembrar Wladimir Herzog, jornalista morto e torturado durante a ditadura. Por isso escrevo e com prazer. Em sua época teria sido morta apenas por denunciar em uma linha. Hoje preservo isso. E é por causa dessas almas que podemos criticar nosso sistema. Você dá valor a isso?

terça-feira, 22 de março de 2011

Deus é brasileiro!

Nunca tive tanta certeza de que Deus é brasileiro. Somos abençoados, pois o Brasil está no centro de uma grande placa tectônica, a Sul-Americana, portanto, afastado dos limites dessa placa. Quando elas se movem, é onde ocorrem os terremotos e erupções de vulcões. Tragédias como ocorreram no Japão, não tem probabilidade de acontecer no nosso país. É claro que o Brasil ainda sofre com a constante seca no estado do nordeste e as grandes enchentes nas metrópoles. Porem não chega perto do devastamento que causa um tsunami ou um terremoto, por exemplo. Sem contar com vulcões em erupções. Precisamos dar graças a Deus por ele ser nosso conterrâneo. E nos proteger desse “Apocalipse”, como está sendo denotado o desastre no Oriente. Não há nada melhor que exemplifique o acontecimento. Mas ainda precisamos pedir muita paciência para o “Todo Poderoso”, quando se trata de política. Ou melhor, de políticos corruptos, que fazem com que nosso país não esteja entre as grandes potências mundiais. Afinal nem tudo é perfeito. Só Deus, mas que está do nosso lado. Ainda bem!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Horário de Verão

Preciso-me adaptar ao nosso velho horário em que nos é tirado todos os verões. Quem sofre mais com isso é meu estômago. Sinto fome às onze horas do dia e às cinco horas da tarde. Ele ainda não entendeu que não chegou o horário do almoço e da janta. E meu sono então: Não consigo levantar às sete da manhã, sempre acordo e olho no relógio, para meu desprazer, que ainda são seis horas. Tento pegar no sono, mas ele não vem. Tudo bem! Vou dar um descanso para meu corpo, pois hoje é apenas o primeiro dia para se adaptar novamente. Mas que não é fácil, não é. Quantos economizamos afinal? Só sei que não economizei nenhum pouquinho em meu sono e para esse processo de adaptação perco mais de uma hora por dia. Desculpe-me se é do contra, que logo agora quando começa o carnaval e a grande maioria gosta de ir a praia, não usufruirá uma hora mais do poderoso solão. Para essas pessoas, meus pesares, mas que gostei do “velho” ter voltado, eu gostei. Agora só resta terminar o processo de adaptação.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Interatividade é a onda do momento

Ainda não me acostumei a ler livros e revistas pela telinha. Simplesmente não consigo processar toda aquela informação. Será que estou tendo algum tipo de "eletrofobia"? Sinto muito, mas não consigo me imaginar sem uma revista dentro da bolsa ou na mão. Dizem que o comercio digital poderá colocar todos os impresssos em extinção. Pode ter certeza que se isso acontecer, meu conhecimento também poderá entrar em extinção. Antigamente aluno bom era aquele rato de biblioteca. Hoje é o hacher. Aí você pergunta para uma pessoa desta, o que acha da miseria no mundo. Ele apenas poderá dizer que na Africa isso é bastante pertinente. Não reparando que do nosso lado isso é o que mais ocorre. Estamos nos distanciando dos verdadeiros acontecimentos. Passamos a ver tragédias pelas telinhas e passamos a acreditar que isso está bem longe da gente. Sinto falta do olho no olho, verdade na verdade, sentimento no sentimento, será que tudo hoje está virando interatividade ou meu grau de "eletrofobia" está aumentando?

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Deputado e Cidadão

Veja no you tube o que um politico diz: http://www.youtube.com/watch?v=gdhlGbR4eOY

Como é que podemos ter orgulho de um povo explorado, massacrado e que a desigualdade social passa dos limites? Posso dizer que o povo brasileiro é digno de orgulho, porém nosso país, jamais! Pois nele existem políticos corruptos, devassos, que se deixam corromper e se subordinar. Onde já se viu um país tão rico e poderoso aceitar que os salários dos parlamentares aumentem para o valor de R$ 24,5 mil, enquanto vivemos com R$ 510,00 e imposto cada vez mais altos? Sem contar com cartões corporativos e regalias os senhores Aldo Rebelo (PC do B-SP), Renan Calheiros (PMDB-AL), Ciro Nogueira (PP-PI), Jorge Alberto (PMDB-SE), Luciano Castro (PL-RR) e José Múcio (PTB-PE), dos 26 parlamentares destaco apenas estes que votaram no aumento dessa usurpação. Por que vocês, parlamentares, não tentam viver com apenas um salário mínimo? Vamos lá Brasil, mostre a tua cara!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Férias

Viajem para a Bahia é meu refúgio. Alimenta a minha alma dormir na roça, olhando as estrelas no terreiro, cheio de pássaros por cima das árvores. Ouvir o galo cantar quando acordar. Poder estar junto com minha família que amo intensamente. Ficar acordada até tarde conversando com meu avô de 99 anos e que por sinal é minha fonte de inspiração. Vê-lo dormindo como uma criança em um banco de madeira na frente de sua casa e depois acordar dizendo que está com dor aqui e alí, é uma verdadeira terapia e conhecimento. Curtir a praia, passar meu primeiro natal e ano novo com a família reunida. Quebrar preconceitos e preceitos. Tudo isso não tem preço! Conheci e me reaproximei de gente inesquecível. Amo minha origem, a minha vida. Fui a Cavalgada, subi no pé de manga e quase cai de cima. Coçava-me e falava mal da coceira do capim e dos insetos. Enfim... Fiz e vi coisas que não temos tempo de prestar atenção durante nossa vida corrida... QUE ESTE ANO SEJA MARAVILHOSO COMO COMEÇOU!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Limpeza e consciência

A população está cada vez mais abstraída quanto a formas de reciclagens e limpeza pública. Mas isso não é mera coincidência, faltam boas políticas de incentivo. Lixeiras nas ruas não são suficientes para manter uma cidade limpa. No ônibus urbano, estou cansada de ver pessoas jogando lixo pela janela. Agora, elas têm outra opção? Para quem tem consciência faz de sua bolsa uma lixeira. Quanto vai custar colocar cestas de lixo nos ônibus? Sei que alguns itinerários já possuem, mas é a minoria. Nem ao menos cumprem a lei de manter colantes na janela informando para não jogar lixo. Vai custar mais investir na prevenção ou gastar milhões em obras que se não existir o bom senso da população, pouco ajudará? Peço que a imprensa também se preocupe com essa questão.

domingo, 28 de novembro de 2010

Do que os cidadãos brasileiros reclamam?

Você já parou para imaginar que tudo em sua vida depende da política? O arroz quentinho que é preparado nos almoços de domingo, acompanhado de um belo filé é política? A roupa que veste seja da mais surrada a mais requintada depende da política? O teu filho, a tua profissão e educação, ou seja, tudo depende da política! Não temos a que recorrer a não serem às urnas! É vergonhoso os dados revelados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que cerca de 29, 1 milhões de eleitores não foram às urnas votar no segundo turno. O índice de 21,5% de abstenção foi recorde desde a redemocratização do país. Para se ter uma idéia, no segundo turno de 2006 o número foi de 18,9%. Isso demonstra que cada vez mais a população tem se desprendido da política e muito menos sabe da importância em que ela faz para a sua vida. Mas é de praxe ouvir todos os dias reclamações dali e daqui da boca dos cidadãos que não exercem seus direitos. Como tudo na vida, temos que fazer nossa parte para receber o benefício. De que adianta reclamar? Já que quer mudança e sem mover os dedinhos a única saída e voltar à ancestralidade!

domingo, 31 de outubro de 2010

O Voto

Para falar de política no Brasil, temos que levar em conta uma variedade de questões, como grau de instrução, interesses pessoais e partidários, e o desenvolvimento em que o país se encontra. A população em 89 conquistou seu direito: o voto. E o que se faz com ele, hoje em dia? Muitos nem sabem o poder que tem em mãos, o direito de colocar quem queremos que nos represente no poder já é um grande avanço, mesmo que não responda plenamente as nossas expectativas. Afinal, ninguém responderá devido a diferenças de opiniões. Não honramos o sangue que inocentes derramaram, as lutas pelas diretas já e a evolução da sociedade nestes 21 anos de conquistas. Passamos a enxergar o voto com impugnação e obrigação, mas não como direito. Se caso fosse facultativo, nossa sociedade jamais colocaria um operário no poder. Jogaríamos todo o nosso ouro nas mãos dos poderosos como no começo da descoberta do Brasil, em que Portugal nos explorava de maneira abusiva, além de decepcionarmos todas as almas em que lutaram por um mundo mais justo!

domingo, 17 de outubro de 2010

Veja na íntegra a entrevista com a bailarina Sheila, ex aluna de Mônica Serra, publicado no site Terra

Bruna Carolina Carvalho
Direto de São Paulo

A bailarina Sheila Canevacci Ribeiro, ex-aluna de Monica Serra - esposa de José Serra (PSDB) - na Universidade de Campinas (Unicamp), e responsável por tornar público no Facebook que Monica teria feito um aborto na época da ditadura militar, afirmou em entrevista ao Terra por telefone que se sente "muito assediada" e não esperava que seu post fosse gerar repercussão.


O jornal Folha de S.Paulo publicou, neste sábado (16), reportagem intitulada "Monica Serra contou ter feito aborto, diz ex-aluna", assinada pela colunista Monica Bergamo. Um dia depois do debate da TV Bandeirantes, na última segunda-feira (11), Sheila postou em seu perfil no Facebook um texto que escreveu para "deixar minha indignação pelo posicionamento escorregadio de José Serra" em relação ao tema aborto. Sheila também deu entrevista ao Correio do Brasil, divulgada na última quarta (13).


Durante a entrevista, Sheila contou que se considera "uma pessoa muito frágil". Mas, ao assistir ao debate e ouvir a candidata à presidência do PT, Dilma Rousseff, dizer que Monica havia "falado que ela, Dilma, era comedora de criancinhas e o Serra ter ficado calado, não ter falado nada, zero, me indignei". Para a bailarina, a sensação foi de "inquietude" e, por isso, escreveu uma reflexão no site de relacionamento pessoal.


Perguntada pela reportagem do Terra se era filiada a algum partido político, a ex-aluna de Monica explicou: "não sou. Não gosto de política partidária. Gosto de política cidadã, que foi exatamente essa que eu fiz". A bailarina, que pretende votar na petista no segundo turno das eleições, disse também não temer por represálias. "Estou recebendo mais ou menos cinco mil mensagens de apoio para 50 de retaliação. Estranhamente, meus amigos me falam: 'ah não liga'. Mas, para mim, as cinco mil mensagens e as 50 contam".


Sheila não soube informar se o tucano paulista teve algum envolvimento na decisão do aborto na época. "Eu não sei de nada disso e nem se soubesse eu ia querer falar. Eu não estou fazendo uma apuração, nem buscando provas e nem denunciando nada", contou.

Leia abaixo a entrevista:


Terra: Em qual ambiente se deu esse relato sobre o aborto de Monica Serra? Vocês estavam em aula?
Sheila: Estou sendo muito assediada, não esperava. Mas confirmo tudo o que foi dito no Correio do Brasil e na Folha de S. Paulo.

Terra: Como era a relação de Monica com as alunas?
Sheila: Ótima relação. Uma relação de professor, quando é bom, é uma relação que transpassa a própria humanidade. A universidade tem essa função, falar sobre as coisas. Você fala sobre aborto, ditadura, sorvete, gatinhos, tudo. Não foi uma coisa confessional. Acabou surgindo... tem um monte de gente me atacando falando que eu expus a Monica Serra. Se você reler, vai ver que eu sou muito preocupada com a intimidade das pessoas. Não é que uma pessoa presidenciável não pode fazer o aborto. Do meu ponto de vista, não tem problema algum.

Terra: Foi uma confissão? Ela contou como se sentia em relação a esse assunto?
Sheila: Eu acho que ela escorregou numa coisa meio terapêutica. É muito importante deixar claro que o contexto era de ditadura militar. Era o assunto do exílio, da ditadura militar e o aborto dentro disso. Quando eu escrevi meu relato eu estava indignada por causa do debate da TV Bandeirantes. Como eu sou canadense, eu acho normal discutir as coisas. E meu próprio lado brasileiro ficou assustado. Eu não quero ser a garota que denunciou a Monica Serra. Eu sou a garota que está preocupada com a cidadania e com a saúde pública.

Terra: Você sabe se o marido dela, José Serra, teve algum envolvimento nessa decisão de abortar? Ele sabia?
Sheila: Eu não sei de nada disso e nem se soubesse eu ia querer falar. Eu não estou fazendo uma apuração, nem buscando provas e nem denunciando nada. Eu não sei, e mesmo se soubesse, não gosto de entrar nesse assunto. O que é problema meu é minha cidadania.

Terra: Você esperava essa repercussão?
Sheila: Zero. Não esperava e nem entendi. Me chocou porque eu não estava acompanhando as coisas do segundo turno, nem sei o que aconteceu. Depois do primeiro turno eu decidi que não queria acompanhar nada. Porque eu já tinha decidido que ia votar na Dilma. Mas mais do que por isso eu não gosto de baixaria, não gosto de violência. Quando eu assisti ao debate eu estava praticamente vazia de informação. Então, quando eu vi a Dilma falando que a Mônica Serra tinha falado que ela era comedora de criancinhas e o Serra ter ficado calado, não ter falado nada, zero, me indignei. Ficou aquela inquietude. Eu escrevi uma reflexão. Eu e meu marido, que é antropólogo, sempre escrevemos reflexões e colocamos no Facebook.

Terra: Você reafirma que não é filiada a nenhum partido?
Sheila: Não sou. Não gosto de política partidária. Gosto de política cidadã que foi exatamente essa que eu fiz.

Terra: Você disse à Folha de S. Paulo que votaria em Dilma Rousseff no segundo turno. Quais são os motivos da sua objeção por José Serra?
Sheila: Para mim, é inimaginável votar no Serra. Ele representa para mim o pior retrocesso para o Brasil desde as Diretas Já. Primeiro de tudo, um político que está num debate e fica se esquivando o tempo todo, tratando os brasileiros como imbecis. A Dilma ficou muito nervosa no debate. Mas prefiro uma pessoa que fica emocionada do que uma pessoa que não existe. Eu também votaria na Dilma por ela ser uma mulher.

Terra: Você sente medo de sofrer alguma represália?
Sheila: Não. Estou recebendo mais ou menos cinco mil mensagens de apoio para 50 de retaliação. Estranhamente meus amigos me falam: 'ah não liga'. Mas pra mim as 5 mil e as 50 contam... todas que estão se espelhando no que eu fiz. Tanto essas como as que estão me julgando, são sintomas, todas eu escuto.

Terra: Mas você sente medo?
Sheila: Eu tenho medo? Não. Eu sou dona de um fato e de um relato. Só. Não sou eu que tenho que ter medo, vou te responder com uma pergunta: Eu estou na ditadura militar ou a ditadura militar já acabou no Brasil?


Terra: A Monica, durante o relato, você se lembra se ela contou detalhes?
Sheila: Que eu me lembre não. Era uma coisa assim... esquece que a Monica Serra é a Monica Serra. Estava numa aula com uma professora que você gosta, que todo mundo gosta, tinham umas oito ou dez alunas. Não é o clima de ficar contando detalhes, não tem nada a ver, ela estava triste.

Terra: Ela estava triste quando contou?
Sheila: Muito triste.

Terra: Era um trauma?
Sheila: Sim, muito. Mas não lembro muito bem. Isso aconteceu há quase 20 anos. Não lembro de detalhes.
Eu queria deixar claro que respeito a privacidade das pessoas, mas quando uma pessoa é uma pessoa pública ela tem outro tipo de responsabilidade ética. A opinião dela importa. Se um candidato já fez ou não fez aborto, ou se tem alguma coisa da vida pessoal dele que entre em jogo, não me importa. O que me importa é o discurso contraditório.
Uma coisa que eu fiquei feliz com esse bafafá todo é que abriu uma discussão sobre o aborto. Os brasileiros têm uma imagem de si, a priori eles se assustam e com o susto nem conversam. Pra relembrar que até uma pessoa militante como é o caso da Monica Serra e da Benedita da Silva, mesmo essas mulheres já passaram por um aborto. Esse assunto tem que ser separado da religião. No caso da Monica Serra, ela é contra, ela estava na ditadura, pela sua própria lógica deveria ser presa, porque ela diz que é crime. Uma mulher que faz aborto não merece sofrer o aborto e ir presa.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Vida = Saúde

Nada na nossa vida acontece por acaso! Certo? Certo! Pelo ao menos no meu ponto de vista. E se você acredita nisso, não é mera coincidência que está lendo esse artigo agora.
Não tenha impaciência, vou discorrendo dos fatos minuciosamente, pois essa questão exige reflexão. Há aqueles dias em que você acorda cedo e resolve fazer uma caminhada. No meu caso, só comecei por obrigação. Na maioria dos casos ocorre da mesma forma. O dia passou com disposição. Efeito da caminhada? Não só ela! Mas é inútil discordar de que a atividade física exerce grandes benefícios ao nosso corpo e mente. É uma questão simples: corpo saudável mente saudável. Daí a importância de se exercitar! Principalmente para quem é diabético, como no meu caso. Mas estou me conscientizando dessa necessidade apenas agora, com quase 20 anos nas costas.
Hoje indo para a faculdade encontrei “Glórinha”, senhora de 84, ou melhor, uma moça de 84 anos, com disposição, animada, extrovertida e fascinantemente desempenhada. Exemplo para minha vergonha, ela também diabética pratica, natação, esportes, canta no coral da cidade e ainda cuida de cinco indivíduos que moram com ela. Glorinha é doce, gentil e exemplo de vida. Havia encontrado-a no mesmo local há uns meses atrás, começamos a nos falar e hoje, sentada ao meu lado não a reconheci de imediato, mas não pude deixar de perceber seu modo de falar e perguntei: A senhora, não é a Dona Glorinha que faz natação... canta e – Ela me cortou respondendo - Sim sou eu mesma! E passamos a bater um bom papo se não fosse o ônibus que passou logo.
Há algum tempo venho estudando a respeito de doenças e quer saber de uma coisa? Ela está na nossa cabeça. Se não tivermos mente completamente sadia, nosso corpo jamais o será! Isso é fato, não preciso de nenhum medico e especialista ou psicólogo para me dizer, aprendi com o tempo, que o estresse, o desânimo, o cansaço é falta de noites mal dormidas e pensamentos acelerado! Você é assim? Não se preocupe ainda temos chance de reverter. O capitalismo, a falta de afeto e mais um conglomerados de coisas fazem com que as pessoas não tenham mais qualidade de vida. Dorme pensando no que tem que fazer amanhã. E essas pessoas estão condenadas a ter qualquer tipo de doença na velhice ou morrer de infarto antes que chegue a idade. Quantos não acontecem hoje em dia, atingindo cada vez mais a população jovem? Digo por mim, que vejo que sou muito mais estressada do que aquela senhora bem disposta. Ela aprendeu o sentido da vida. E nós, vamos nos matando cada vez mais para dar conta dessa montanha-russa?

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Eleições 2010

Já estou fazendo minha "colinha básica" para levar nesse Domingo de votações. Apesar dos brasileiros deixarem tudo para última hora, resolvi antecipar. Afinal, essa como todas as outras eleições, demanda nosso critério, seleção e apuração dos candidatos. Não deixe para fazer isso de última hora. Existem eleitores que na hora da votação ainda não possui candidato e vota no candidato do primeiro folhetim que recebe. Se lutamos por uma única coisa e que ninguém pode nos tirar esse direito, é o voto. Não abra mão do que é seu por direito, não venda, nem o corrompa. Desde 1988, o Brasil passa por várias mudanças. É preciso que essa mudança seja boa e que dê melhorias de vida a nossa gente brasileira, por isso pense em quem realmente faça parte desse ideal e que lute para isso. Não vou intrometer no voto de ninguém, mas deixo aqui uma reflexão.

Candidato Serra: Se não fez nada quando era governador, senador e etc, não acho que deva fazer muito na presidência! (veja suas propostas!)

Candidata Dilma: O Lula foi um ótimo presidente, porém é preciso que o poder seja repassado aos outros para que se forme um país mais democrático. (veja suas propostas!)

Candidata Marina: Essa eu acho ideal, não podemos basear em sua imagem ou tipo de religião, você precisa olhar o perfil do candidato e ver seu empenho. (veja suas propostas!)

Terminou de ver as propostas dos atuais candidatos? Então reflita em que Brasil você quer viver, mas reflita mesmo. Sem preconceito!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Clima de Ribeirão

Quando sai de casa, por volta de umas dez horas da manhã, notei que a cidade não é mais a mesma. É praticamente impossível ver a cor do céu, muito menos a cor do verde. Este se tornou opaco preenchendo todas as praças, rotatórias e árvores da cidade, colocando ainda mais em risco a prática de queimadas. Nunca obtivemos um desequilíbrio natural da forma como ocorre hoje. A baixa umidade do ar ocasiona sérios prejuízos para a saúde do ser humano, principalmente para aqueles em que já padecem de outras doenças, como asma, bronquite, entre outras. Vamos sofrer todas as conseqüências gradativamente até observarmos que não temos a quem recorrer ou descobrir que dinheiro não compra saúde!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

1º Encontro de Blogueiros

O 1º encontro Nacional de Blogueiros Progressistas ocorreu nos dias 21 e 22 de Agosto em São Paulo, onde foram discutidos o papel da internet e os desafios da blogosfera; Ameaças a internet, neutralidade na rede e questões jurídicas; Como financiar a blogosfera e varias oficinas, assim como troca de experiências e debates sobre o tema.
Um dos assuntos mais debatidos foi sobre as questões jurídicas. Sabemos hoje que quem veicular informação que desacatam ou abuse da imagem de alguém, essa pessoa poderá responder criminalmente pelos seus atos. Além de técnica jornalística, os blogueiros de plantão devem agir de acordo com a ética, não se esquecendo que poderá ser processado a qualquer momento por conteúdo inadequado. Possibilitando até que seu blog saia do ar. Por outro lado, os blogs exercem grande papel social, é claro que aqueles em que é utilizado para essa especificidade. Ele traz a outra opinião que não existem nos jornais ou revistas. Gera demanda que a sociedade se vê obrigado a se posicionar.
O evento contou com a participação de vários jornalistas e blogueiros como Paulo Henrique Amorim, Luis Nassif, o ator José de Abreu, entre outros para a aprovação da carta dos blogueiros. Esse foi um encontro que trará muitos outros debates. Faça parte, seja um blogueiro e ganhe experiência!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Momento poético

Conheci e logo pude admirar sua simplicidade. Senhor da roça, meio caipira, transparecendo um pouco de acuamento, sentou-se e cumprimentou-me um tanto sem jeito. No entanto quando começou a falar, deixou que sua voz ganhasse um espaço de firmeza e precisão. O homem com seu jeito caipira de ser, mostrou que sua imaginação é fervorosa. O espaço tornou-se preenchido e reflexivo. Eu estava sentada apenas escutando sua declamação, porém pude notar naquele semblante uma história fascinante. Quem bom se realmente fosse assim conforme seu poema, “Faça apenas isso”. Deixo aqui minha dedicação!

Faça apenas isto

Não aperte a mão de ninguém só para mostrar sua educação
Imprima a palavra amor na palma do seu irmão
Não queira virar manchete ao repartir seu pão
Não liberte o passado perante o publico se às escondidas armas o alçapão
Mencione palavras bonitas se és um bom escritor
Mas somente escrevê-las não basta, pratique atos de amor!
Consciência limpa é anestesia contra um tipo de dor
Para o seu futuro ser colorido, não faça distinção de cor
No quintal da sua consciência, procure sempre mantê-lo limpinho,
Mas cuidado ao varrer o lixo pra não jogar no quintal do vizinho.
Sinceridade, paz e amor, melhor trio para o nosso caminho
Dê um sorriso aos filhos dos outros, fácil não é?
Mas sorria também para o seu filhinho
Jamais dê uma tapa em alguém, jamais!
Mas se der, não esconda a mão.
Faça criticas frente a frente, mas não aplauda ninguém com traição
Para o bem diga sempre sim, para o mal diga sempre não
Mostre a todos o livro da vida, mas primeiro aprenda a lição!

Alceu Bigato, Compositor e Poeta

domingo, 25 de julho de 2010

Agilidade e Demoras

Encaminhado com rapidez pela prefeitura, o índice de reajuste da passagem de ônibus que elevará os valores de R$ 2,30 para R$ 2, 45, é maior do que a inflação oficial. Isso porque eles não conseguiram manter o dobro da inflação. O que fica implícito é a causa desse aumento. Não contamos com conforto, mas sim com atrasos e superlotações. A desculpa é simples: valores de pneus e peça de reposição, e outras coisas que realmente não condiz com a realidade. Agora, o que NÃO é encaminhado com rapidez é o contrato para o repasse da verba para os hospitais, Beneficência Portuguesa e Santa Casa, responsáveis por atender também serviços de pronto atendimento à maioria da população, já que a UBDS Central nunca funciona. Quando o compromisso é para o beneficio da população é sempre feito com muita demora e nenhuma preocupação. Quando o objetivo é aumentarem impostos, passagens de ônibus, tudo é feito rapidamente para não dar nem tempo de sentir que estamos sendo usurpados!


sexta-feira, 2 de julho de 2010

Espaço Cultural Dandhara, a cultura Afro


Rosana de Lurdes Alves M. da Silva, coordenadora técnica e pedagógica do espaço cultural Dandahara trabalha com cultura afro-brasileira há 15 anos. Nesse tempo, juntamente com seu esposo que é envolvido com cultura africana há 30 anos e uma amiga desde a época de faculdade, resolveu levar um pouco mais da cultura africana para crianças carentes do bairro Antonio Palocci. O nome do espaço “Dandhara” veio de um livro de terapia holística em que contava a historia de uma criança que tinha pai problemático. Ietundê e Ifé-Odara, filhas de Rosana e professoras no espaço ajudam em sua manutenção. “Eu faço capoeira desde pequena e pretendo continuar esse projeto”, diz Ietundê.


Rosana e sua filha Ietundê, instrumetos confeccionados no espaço

O espaço começou a funcionar em 12 de outubro do ano passado. Além das aulas de capoeira são oferecidas diversas oficinas, como teatro, dança, costura, percussão, inclusão digital, confecção de instrumentos, hora da leitura e samba-rock. Nas aulas de teatro, as crianças trabalham o reforço escolar com a leitura, e aprendem ainda, as cantigas de capoeira. As roupas e os materiais que os alunos utilizam também são confeccionados no próprio espaço, como por exemplo, terere, caxixie e atabaque. Os grupos são divididos por faixa etária: de 6 a 9 anos, de 10 a 14 e de 14 em diante, até idosos. Os grupos costumam fazer apresentações na cidade e Região. Fizeram recentemente uma apresentação na Inauguração do Museu do café, na USP de Ribeirão, levando a dança e a apresentação da cultura afro-brasileira.

Desde a abertura do espaço, a freqüência e a satisfação das crianças é muito grande. “Quando a gente fala, tá bom, já deu o horário de vocês, eles não querem sair, querem ficar mais e isso nos trás alegria”, comenta Rosana. Os pais também freqüentam o espaço e muitos costumam perguntar o que podem fazer para ajudar. “Aqui funciona como um espaço de inclusão social, educacional e por tanto a freqüência de crianças é boa”, finaliza Rosana. Por falar em inclusão, a portadora de Síndrome de down, Jéssica Machado de 16 anos, freqüenta o espaço há vários meses e diz que gosta muito das aulas de capoeira e de dança. Já Maria Claudia Gonçalves, sai do bairro Marincek para fazer as aulas de capoeira. “Eu gosto de me entreter, me exercitar, freqüento desde o começo pois gosto muito”.

O espaço Cultura Dandhara é aberto de seg. a sáb, segunda a sexta das 17:30 às 21:30 e sábados, das 14:00 às 16:00h. Rua Antonio Gomes de Souza, n° 326, bairro, Antonio Palocci. Tel. 3013 – 5562 ou 9761 0295
Alunos fazendo aula de dança africana

terça-feira, 22 de junho de 2010

Qual o destino de nossa juventude?

A voracidade com que chega as informações e tecnologias para a massa juvenil, muitas das vezes, ao invés de orientá-los para questões étnico-sociais embala-os em uma falta de percepção. É notável o desinteresse dos jovens para as questões políticas, cultural ou simplesmente humanas. As relações do seres humanos estão cada vez mais se dissecando. Não enxergamos mais as pessoas como seres humanos, mas como concorrentes e adversários. O capitalismo desenfreado deixa essa cegueira como “recompensa”, já que não encontro outro tipo de conceito. Para alguns é bom viver no conformismo. Mas não é por opção que nossos jovens permanecem assim. E só de pensar que serão esses os nossos futuros políticos, governantes, médicos e jornalistas de amanhã.
Nunca aprendemos tanto. Nunca obtivemos tanto conhecimento. O avanço da tecnologia nos possibilita isso. Porem será que são credíveis? Ou melhor, será que em face de tanta facilidade e acumulo de informações, não passamos a ser impossibilitados de exercer nosso pensamento critico? Somos escravo do capital, assim como somos escravos da tecnologia. É claro que isso foi um grande avanço para o ser humano, olhando pelo lado positivo da coisa. Mas a questão é: só olhamos o lado positivo. É preciso como tudo na vida, estabelecer parâmetros e colocar tudo na balança.
É um ato admirável o que pessoas hoje com seus 60 anos ou mais nos contam como fora difícil suas lutas e o que tiveram que passar pela a busca de seus ideais, tendo que enfrentar toda uma ditadura.
No que lutamos hoje? Antes o jovem saia às ruas e tinha uma base critica, pintava a cara e ia à luta. Hoje ele assiste a tudo na TV como simples telespectador. Como se aquele mundo não fizesse parte do seu. A partir daí a alienação e estagnação foi se contaminando. O que fizeram como nossa educação?
“Antes de se colocar em prática é preciso aprender”. Como podemos colocar em pratica nosso lado democrático e humano se nem ao menos aprendemos o que é isso?
Todos esperam por uma sociedade que possa pensar. E não na que até seu pensamento já venha pronto, transportado e embalado ou simplesmente enviado por uma caixa de correio eletrônico, hoje semelhante ao nosso cérebro.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

A arte de fazer teatro

Hoje cheguei um pouco mais cedo e entrei para assistir o ensaio de teatro no Ribeirão em Cena. Era aula da Prof. Gracyela Gitirana. Entrei em um estado de total reflexão ao vê-la dando um laboratório. Comecei a ver-me no palco e conforme dizia para olhar para um caminho, via-me naquele caminho de pensamentos. Era para voltar ao passado e voltei, revendo –me ali como antes. Foi uma situação agradável até que pediu para que chegasse a infância. Em meu pensamento desenhava tudo ao mesmo tempo e pensava em como é inexplicável a arte de se fazer teatro. Mas sei dizer que nos dá um enorme prazer, principalmente para quem é despertado para esse mundo. A arte de transformar e transmitir pensamentos e sentimentos está além da razão. E o teatro faz isso.